jesus
já deu jingle bells de novo
jeans
roto nos joelhos de fábrica
presente de papai noel
todos os ditos ainda vivos
ficamos um ano mais velhos
de novo
velho não valho nada
é tudo
que tem a dizer babaca
algum dia será vali
sei que dei
bastante vale
refeição
pra qualquer coisa que fosse
vai dezembro vai xô
vem janeiro vem
fevereiro e março
april in paris
new york in december
again
engole mais um
outro e mais outro
o peru gluglu está quase pronto
não deixa passar do ponto
vai dar pra todo mundo
não óbvio que não
só se for de pica grossa
cruzes nossa
o resto depois eu conto
se houver tempo
nove oito sete seis cinco quatro três dois um
zero
mãos ao alto
oremos
brindemos
depois
bom só na roda da boa fortuna
que deus nos proteja
pelo menos em parte
a parte que nos cabe
é claro
serve champanha saltão demi-sec
sirvo
então
cheers
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domingo, 30 de dezembro de 2018
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Feliz Natal
rola pela inóspita encosta
da ética
ribanceira abaixo
a moral
mandatário o mercado
sob a tutela do capital
pouco valor têm o bem e o mal
quem estiver fora está ferrado
rodam as estações no tempo inexorável
ronda o pressentimento
apesar das aparências em contrário
que as coisas vão de mal a pior
murcha mais uma árida primavera
passa a gotejar o suor
sob o sol escaldante
de outro verão sufocante
cobertos de pedra os caminhos
orlados por espessa erva daninha
conduzem pra profundo precipício
vastidão do tripúdio ao estropício
surpreendida a alma por gélido sopro
arfa um instante depois imóvel se cala
braço invisível na voragem põe o corpo
matéria perecível do sentir não sabe a fala
mesmo quem quer se soltar da terrível teia
tendida sobre a cabeça se esgarça nutante
entre recusar ou assentir em ceder a veia
para vampiros o sangue sugar radiantes
chegam aos confins do mundo
os ares mais insalubres
todo recanto tem um canto imundo
a situação é cada vez mais lúgubre
pela fresta do ralo da pia
furtivamente
baratas apreciam a lua cheia
brilhando alta no céu
um dia todos vamos pro beleléu
mas por ora é hora de festa
assim alegres ainda que breve
riamos até o raiar do dia
da ética
ribanceira abaixo
a moral
mandatário o mercado
sob a tutela do capital
pouco valor têm o bem e o mal
quem estiver fora está ferrado
rodam as estações no tempo inexorável
ronda o pressentimento
apesar das aparências em contrário
que as coisas vão de mal a pior
murcha mais uma árida primavera
passa a gotejar o suor
sob o sol escaldante
de outro verão sufocante
cobertos de pedra os caminhos
orlados por espessa erva daninha
conduzem pra profundo precipício
vastidão do tripúdio ao estropício
surpreendida a alma por gélido sopro
arfa um instante depois imóvel se cala
braço invisível na voragem põe o corpo
matéria perecível do sentir não sabe a fala
mesmo quem quer se soltar da terrível teia
tendida sobre a cabeça se esgarça nutante
entre recusar ou assentir em ceder a veia
para vampiros o sangue sugar radiantes
chegam aos confins do mundo
os ares mais insalubres
todo recanto tem um canto imundo
a situação é cada vez mais lúgubre
pela fresta do ralo da pia
furtivamente
baratas apreciam a lua cheia
brilhando alta no céu
um dia todos vamos pro beleléu
mas por ora é hora de festa
assim alegres ainda que breve
riamos até o raiar do dia
domingo, 16 de dezembro de 2018
PT 14 - alternativa é sair para a rua
alternativa é sair para a rua
enfrentar sua crueza nua
ingenuamente
imaginar afastar a melancolia
correndo atrás de mercadorias
os muros sujos pichados
o lixo espalhado
a lama a lama
o rio transbordado
o fedor as fezes
sentir nojo enjoo
vomitar sobre a cidade
a cólica a cueca borrada
o assalto o sequestro
o tiro a morte
a polícia
milícia propícia
aos crimes
esperança perdida
em tempo de injustiça
o tráfego o tráfico
trêfego trófico
curtição da ração diária de erro
voltar para casa
salvo-conduto
ilusão da segurança
das cercas elétricas
lentamente
a mão trêmula esfregar a cara
forma insegura tentativa inútil
de arrancar o tédio lhe dar um fim
justamente
a melhor parte de mim
enfrentar sua crueza nua
ingenuamente
imaginar afastar a melancolia
correndo atrás de mercadorias
os muros sujos pichados
o lixo espalhado
a lama a lama
o rio transbordado
o fedor as fezes
sentir nojo enjoo
vomitar sobre a cidade
a cólica a cueca borrada
o assalto o sequestro
o tiro a morte
a polícia
milícia propícia
aos crimes
esperança perdida
em tempo de injustiça
o tráfego o tráfico
trêfego trófico
curtição da ração diária de erro
voltar para casa
salvo-conduto
ilusão da segurança
das cercas elétricas
lentamente
a mão trêmula esfregar a cara
forma insegura tentativa inútil
de arrancar o tédio lhe dar um fim
justamente
a melhor parte de mim
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